Error: Only up to 6 modules are supported in this layout. If you need more add your own layout.

Serviço de Atenção Domiciliar amplia atendimento com novas equipes

Escrito por Fernanda Luvizotto. Postado em Assessoria de Imprensa

O Serviço de Atenção Domiciliar (SAD) da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) conta com duas novas equipes multiprofissionais de atenção domiciliar (Emad) e um médico pediatra. Os profissionais, recém-contratados pela Fundação Estatal de Atenção à Saúde (Feas) com recursos do Sistema Único de Saúde (SUS), reforçam a assistência durante a pandemia e possibilitam a ampliação dos serviços, como o telemonitoramento e o atendimento infantil.
 
Fotos: Divulgação SAD Curitiba
 
“O SAD sempre recebeu pacientes de todas as idades, mas o atendimento infantil era em menor escala”, explica a coordenadora do programa, Graziela Holler. 
 
Cada Emad é formada por quatro técnicos de enfermagem, um enfermeiro, um fisioterapeuta e dois médicos. Hoje, o SAD de Curitiba conta com 12 Emads e três Emaps (equipes de apoio compostas por assistente social, nutricionista, fonoaudiólogo, farmacêutico e psicólogo). São mais de 100 profissionais que atendem a todos os bairros de Curitiba.
 
“Essas novas equipes fortalecem o modelo de desospitalização, que é oferecer o atendimento no conforto do lar, próximo aos familiares, para aqueles pacientes em que isso é possível”, destaca Graziela.
 
Além do atendimento presencial (com ações de promoção à saúde, prevenção e tratamento de doenças e reabilitação), há os serviços de antibioticoterapia e telemonitoramento.
 
Pandemia
Durante a pandemia de covid-19, seguindo a orientação do Ministério da Saúde, os profissionais passaram a utilizar novos equipamentos de proteção individual (EPIs), como a máscara de escudo facial, óculos e o avental descartável, além dos demais ítens anteriormente usados.
 
“Os profissionais estão atendendo de forma segura, respeitando todas as normas de paramentação e desinfecção de equipamentos para a proteção deles e dos pacientes”, ressalta Graziela.
 
O telemonitoramento também teve início com a pandemia. “São novas normativas que passaram a fazer parte do serviço e são voltadas para pacientes com estabilidade clínica, com famílias equipadas, mas que precisem de orientações pontuais recebem atendimento por telefone ou chamada de vídeo”, explica a coordenadora do SAD.
 
Atendimento
O caminhoneiro Mario Giraldelo ficou cerca de seis meses internado por paracoccidioidomicose (doença que atinge a pele e órgãos internos) pulmonar e cerebral. Quando foi para a casa do filho, onde seguiria em tratamento, estava de cama, não conseguia falar e tinha dificuldade em reconhecer as pessoas.
 
Após um mês e meio de acompanhamento com a equipe do SAD, Giraldelo já caminha com o uso de um andador e fala normalmente. “A gente, que é de família pobre, não espera ter um atendimento bom como este no SUS”, conta a esposa de Mario, Tereza Giraldelo. “Meu filho fala que um dia vai à médica, no outro vão coletar exames, imagine se ele tivesse que levá-lo ao hospital, ainda mais neste período de pandemia?”, pondera Tereza.
 
Cuidados especiais
A dona de casa Magali Esperandio entrou em trabalho de parto quando ainda estava no quinto mês da gestação. Arthur, seu segundo filho, nasceu com necessidade de cuidados especiais para respirar. Com a pandemia, e o risco de contágio, ele recebeu alta hospitalar há dois meses e passou a receber o atendimento em casa.
 
“Só posso dizer que o atendimento é maravilhoso, as orientações da fisioterapeuta têm me ajudado bastante, além de todo o apoio médico”, conta Magali. Para ela, poder receber assistência em casa, no período de pandemia, sem expôr o bebê a riscos, também é um fator importante. 
 
Neste período em que está sendo atendido em casa, Arthur, com oito meses de vida, já consegue permanecer passar alguns momentos sem a necessidade de receber oxigênio suplementar. “Atualmente, ele se move no berço, rola para os lados, tenta se sentar, controla parcialmente a cervical e está atingindo as fases desejáveis do desenvolvimento de uma criança normal, apesar de seu histórico clínico”, relata a fisioterapeuta Talita Turatti do Carvalhal.